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Passos Coelho admite que PSD «não é visto como alternativa credível»

No entanto, garante que não deseja eleições antecipadas

Por: Redacção / CP  |  29- 10- 2008  0: 12

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Pedro Passos Coelho

Pedro Passos Coelho afirmou, esta terça-feira à noite, que o PSD «ainda não é visto pelos portugueses como uma alternativa credível», mas rejeitou eleições antecipadas para uma nova liderança, diz a Lusa.

«Os resultados dos estudos de opinião mostram que o PSD ainda não apareceu aos olhos da sociedade portuguesa como uma alternativa credível. A direcção nacional do partido não pode ficar alheada, surda e cega a estes sinais que vão aparecendo», afirmou o ex-candidato à liderança social-democrata.

Passos Coelho considerou que «esses sinais obrigam a fazer correcções». «Corrigir a rota não é um sinal de fraqueza, é um sinal de inteligência. E a direcção nacional do PSD tem a possibilidade de o fazer e comunicar com os portugueses, para criar a sensação de diferença, de que o País não tem de seguir o caminho fatalmente para um mandato do PS», disse.

«Se [o PSD] tivesse um quarto [líder] agora, os portugueses pensariam, e bem, que não está preparado para assumir o Governo»

O ex-candidato alertou que «o tempo realmente já é escasso» e que o PSD está a lutar contra ele, mas frisou que «outra coisa é já não termos tempo»: «Quem está à frente do PSD não pode estar dominado por essa expectativa negativa».

«No que me diz respeito, não tenciono criar nenhuma dificuldade ou instabilidade no PSD», garantiu, deixando o apelo: «Espero que as outras pessoas percebam que por mais que seja difícil termos todos o mesmo pensamento - não temos todos o mesmo pensamento - não podemos deixar de respeitar a linha que venceu no último congresso».

E alertou que a realização de eleições antecipadas no PSD poderia colocar em risco a própria posição do partido na sociedade portuguesa: «Já não falo dos últimos 15 anos. No último ano e meio, o PSD teve três líderes. Se tivesse um quarto agora, em tão pouco tempo, os portugueses pensariam, e bem, que o partido não está preparado para assumir o Governo. Se houvesse uma crise no PSD, isso afectaria todo o País».

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