O novo líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou este domingo que com as eleições internas o «feitiço virou-se contra o feiticeiro», representando a «primeira derrota dos adversários políticos» do partido.

«A partir de hoje estamos unidos a afirmar que o nosso PSD é a solução para a Madeira», declarou Miguel Albuquerque no discurso de encerramento do XV congresso regional dos sociais-democratas que ficou marcado pela sua aclamação como sucessor de Alberto João Jardim, que foi líder durante quatro décadas.

Discursando cerca de 30 minutos, o novo presidente da comissão política disse que o PSD/M «sai mais forte» desta reunião magna, porque as «novas políticas e comportamentos estão definidos», representando «o início da nossa vitória nas próximas eleições regionais».

«Não queremos um PSD estagnado», pelo que as alterações que preconiza visam «estimular o pluralismo interno e o saudável debate de ideias» e aposta no alargamento da representatividade, abrindo o partido «à comunidade, ao mundo do trabalho, às empresas, da ciência da cultura, da juventude», realçou.

E adiantou: «Connosco não haverá um PSD parado, prisioneiro das rotinas e do carreirismo», reforçando que «os desafios pela frente vão envolver a participação de todos e serão concretizados sem falsas promessas ou demagogias».

Miguel Albuquerque assegurou que o novo PSD/Madeira «não usará a ofensa e a injúria» para afirmar as suas razões, destacando que o partido «não tem medo da dialética democrática, nem de eleições».

O novo líder agradeceu o empenho de todos e recordou que «o partido não tem lugares eternos».

Dirigindo-se ao vice-presidente nacional do PSD, Marco António Costa, quando falava da necessidade de resolver o problema das acessibilidades das ilhas, mencionou que «não existe explicação razoável» para o tratamento diferenciado entre a Madeira e os Açores em matéria de liberalização aérea.

«A privatização da TAP tem que levar em conta a situação arquipelágica [situação geográfica mais difícil] das ilhas», observou.

Aproveitando também a presença do presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas, no congresso, defendeu ser necessário «aproximar» os partidos das duas regiões.

«Vamos estreitar as relações políticas. Vamos trabalhar na busca de novas soluções para o futuro», disse

Entre as várias apostas do PSD/Madeira, apontou o melhoramento da eficiência da administração pública, o aproveitamento dos fundos comunitários no quadro 2014-2020, o diálogo com os profissionais de saúde e eficácia deste sistema regional, adiantando que não deixará de «avaliar todas as possibilidades para a concretização de uma nova unidade hospitalar».

Albuquerque também sustentou ser imprescindível o diálogo com todos os intervenientes na área da educação e com os elementos do setor do turismo, bem como a aposta nos setores tradicionais, na economia do mar, novos laços de aproximação às comunidades emigrantes.

Miguel Albuquerque também prometeu rever a política dos portos e referiu ser de «atender às oportunidades que permitam a existência de uma ligação marítima com o continente».

O Centro Internacional de Negócios da Madeira foi outro ponto em foco no discurso do novo presidente da comissão política regional do PSD/M, sublinhando que é «preciso promover o CINM, dissipar preconceitos e fazer valer a sua importância junto das instâncias nacionais e europeias».