O novo líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, assegurou, este sábado, no XV congresso regional do partido que não guarda ressentimentos em relação a Alberto João Jardim.

«Quero cumprimentá-lo e agradecer a sua presença neste congresso», disse Miguel Albuquerque dirigindo-se a Jardim sentado na primeira fila do auditório do Centro de Conferências e Exposições (CEMA) do partido, situado em Santa Quitéria, freguesia de Santo António, nos arredores do Funchal.

«Quero dizer que não guardo ressentimentos das nossas disputas recentes», acrescentou, argumentando: «Não guardo, meu caro presidente, porque não confundo questões de natureza pessoal com as de natureza política».

Albuquerque recordou que teve com Alberto João Jardim «ótimos momentos juntos na vida pública», admitindo que também surgiram «divergências políticas, por vezes de forma forte e frontal».


O XV congresso do PSD/M decorre este fim de semana no Funchal e conta com a presença do líder nacional do partido, Pedro Passos Coelho, na sessão de abertura.

Miguel Albuquerque, o ex-autarca do Funchal, entrou em rota de colisão com o líder cessante, e em 2012 foi o primeiro militante que ousou defrontá-lo em eleições internas, nas quais foi derrotado por 142 votos.

A 29 de dezembro do ano passado acabou por ser escolhido para ser o seu sucessor, alcançando 64% dos votos dos militantes numa segunda voltas das eleições.

Jardim espera um partido melhor do que aquele que liderou

Alberto João Jardim afirmou este sábado, no Funchal, que espera do novo presidente do PSD/Madeira um partido melhor do que aquele que liderou.

«Espero um PSD ainda melhor que o meu», declarou Jardim, no momento em que se preparava para receber o líder nacional, Pedro Passos Coelho, no recinto onde decorre o XV Congresso de PSD/Madeira, em Santo Amaro.

Jardim rececionou o novo líder, Miguel Albuquerque, com um abraço e saudou o presidente da Comissão Política Nacional, tendo entrado de imediato na sala repleta de militantes. O espaço revela-se, de resto, pequeno para o grande número de congressistas, militantes e convidados, havendo muita gente de pé.

«Penso que [o congresso] vai correr bem, não há razões para não correr bem», salientou Alberto João Jardim.