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«PSD é um partido popular e não populista»

Manuela Ferreira Leite não quer sociais-democratas divididos em elite e bases

Por: Redacção  |  9- 5- 2008  23: 51

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Ferreira Leite apresentou candidatura à liderança do PSD

Manuela Ferreira Leite defendeu esta sexta-feira à noite, em Portalegre, que o PSD deverá retomar os princípios do seu programa e tornar-se um partido «popular e não populista», noticia a Lusa.

«Nós temos que retomar os princípios do programa do PSD. Temos andado aí com algumas derivas. O PSD é um partido popular e não populista», defendeu a candidata à liderança social-democrata.

A antiga ministra das Finanças de Durão Barroso apelou à «união» do partido, sustentando que o PSD deverá ser «interclassista» e repudiou «veementemente» a linguagem das elites e das bases.

«Não somos o PCP»

«Nós somos o partido em que a dignidade humana está acima da política. Somos um partido interclassista e é por isso que eu repudio veementemente a linguagem das elites e das bases», afirmou, numa sessão com militantes no auditório do Museu de Tapeçarias de Portalegre.

Para Manuela Ferreira Leite, esta é uma «linguagem divisionista» do partido e é considerar e trazer para o interior do PSD uma luta de classes. «Nós não somos o PCP», defendeu.

Durante o encontro com militantes sociais-democratas, em que advogou que o PSD em 2009 deverá olhar para o PS «olhos nos olhos» nas eleições autárquicas, legislativas e europeias, Manuela Ferreira Leite reconheceu ainda que o partido passa por uma fase «difícil».

«Ninguém nos ouve»

A candidata à liderança do PSD, que criticou a politica governamental socialista, lamentou que a oposição levada a cabo pelo PSD não seja ouvida pelos portugueses.

«Nós temos feito oposição. O problema é que ninguém nos ouve e entramos na fase de não nos ouvirem porque não nos respeitam e essa fase é imerecida, como é o grande perigo que se coloca ao partido», afirmou.

No decorrer do encontro com cerca de cem militantes do PSD, a candidata defendeu que a constituição da bancada do PSD na Assembleia da Republica deverá ser mais credível, mais próxima também dos cidadãos.

«A constituição da bancada deve ser alguma coisa que também nos credibilize, o que não tem sucedido até à data», afirmou.

HB

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