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PSD: congresso num só dia

Passos Coelho diz que é «uma boa proposta» e que tem o seu apoio: Rangel discorda

Por: Redacção / PP  |  12- 3- 2010  19: 42

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Passos Coelho

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O candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho disse esta sexta-feira que concentrar o congresso social democrata extraordinário deste fim de semana num só dia «é uma boa proposta» e tem o seu apoio, escreve a Lusa.

Em declarações no Centro Cultural de Belém, Passos Coelho disse não saber de quem partiu esta proposta, resultante de uma reunião das quatro candidaturas à liderança do PSD com o presidente da Mesa do Congresso, Rui Machete.

«Sinceramente, já não me recordo de quem partiu a ideia. Não é muito relevante. Parece-me uma boa ideia e, portanto, tem o meu apoio», respondeu, questionado pelos jornalistas.

«Eu julgo que é uma boa proposta a de podermos concentrar a discussão num só dia, até porque normalmente, como sabem, o segundo dia costuma estar reservado para a eleição dos órgãos nacionais e para o discurso de encerramento do líder que é eleito, o que não vai acontecer neste congresso», considerou.

Passos Coelho, que falava no final da sessão de apresentação da Comissão de Honra da sua candidatura, ressalvou que, «se for necessário prolongar os trabalhos para o dia seguinte em razão de um volume grande de inscrições, não há nenhum problema».

«Isto não é uma maneira de nós estarmos aqui na secretaria a reduzir o espaço da discussão. Não é essa a intenção, não foi apresentado com esse propósito», disse.

De acordo com Passos Coelho, tendo em conta o número de propostas de alteração dos estatutos do PSD apresentadas, é provável «que essa discussão possa ser mais breve, para que a política possa ser mais nobre», e «que se encontre um método de votação que decorra em paralelo com a discussão política».

«Isso facilitará os trabalhos e com certeza permitirá até aos congressistas regressar mais cedo às suas casas depois de terem feito a discussão política que se pretendia», concluiu.

«Não querem congresso»

Mário David, director de campanha de Paulo Rangel disse à Lusa que «as outras candidaturas não querem este congresso», criticando a proposta de redução dos trabalhos a um só dia.

De acordo com Mário David, a proposta foi apresentada pelo presidente da Mesa do Congresso, Rui Machete, que justificou a redução da duração do congresso com o receio de que o segundo dia de trabalhos, domingo, tivesse pouca participação por parte dos delegados.

Mário David criticou essa proposta, considerando que vai «reduzir drasticamente o tempo de debate, reduzindo-o às intervenções dos quatro candidatos e pouco mais, causando alguma frustração aos militantes».

Questionado sobre que posição assumiram as outras candidaturas, Mário David respondeu: «As outras candidaturas não querem este congresso».

«O doutor Paulo Rangel, para além de intervir no congresso, quer receber os contributos e ouvir os militantes. Este é um mau sinal que o partido dá», acrescentou o eurodeputado do PSD.

O director de campanha de Paulo Rangel disse ainda que a proposta de Rui Machete «vai a votação no início dos trabalhos» do congresso extraordinário do PSD.

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