O ministro da Defesa disse hoje que os portugueses podem estar tranquilos, pois o Governo está a resolver o «problema» dos swap criado pelo anterior executivo socialista, e que tudo o resto «visa desviar as atenções» do essencial.

«O governo, a senhora ministra da Finanças, estamos todos a trabalhar há dois anos para resolver um problema que foi criado durante os seis anos anteriores pelo Governo do partido socialista. E não vale a pena estar a tentar desfocalizar a questão, porque este é que é o verdadeiro problema. Tudo o resto visa ter desvio de atenções», afirmou Aguiar Branco, à margem de uma visita ao quartel dos Comandos, na Carregueira, Sintra.

O Governante reagia assim às questões dos jornalistas sobre as declarações do antigo presidente da Estradas de Portugal, Almerindo Marques, que afirmou, na segunda-feira, no parlamento, que a atual ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, foi a responsável do IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública) que deu o parecer favorável ao contrato `swap celebrado pela empresa em 2010.

Para Aguiar Branco, «muito mais importante» do que discutir estas questões, é saber quem é o responsável pelos «produtos [swap] que foram assinados, outorgados e subscritos», e disso, segundo o ministro da Defesa, não há dúvidas: «foi no Governo anterior [PS] que foi criado este problema», sublinhou.

Segundo o Governante, tudo o resto que gira à volta desta polémica tem apenas um propósito.

«Desfocalizar a questão pode ir ao encontro de muitos interesses, mas não vai ao encontro do interesse fundamental para o erário publico: é uma situação que tinha um potencial de risco muito grande e que está a ser resolvido por este Governo. E nisso, os portugueses podem estar tranquilos», concluiu Aguiar Branco.

Em reação às declarações do antigo presidente da Estradas de Portugal feitas no Parlamento, na segunda-feira, o Ministério das Finanças emitiu um comunicado, no próprio dia.

«Tal como já foi explicitado pela própria [ministra das Finanças] na Comissão Parlamentar de Inquérito à Celebração de Contratos de Gestão de Risco Financeiro por Empresas do Setor Público, as funções de Maria Luís Albuquerque no IGCP eram de análise de pedidos das empresas públicas sobre empréstimos e não sobre swap», lê-se na nota

O ministério acrescentou que «em 2009-2010, o IGCP não estava mandatado para emitir pareceres obrigatórios sobre contratação de instrumentos derivados».