O Secretário-geral do Partido Socialista sugeriu ao Governo que faça os cortes em «quem mais tem» e nas «rendas excessivas» e pediu para que parasse de cortar nas pensões, reformas, escola pública e no Serviço Nacional de Saúde.

«A responsabilidade de um governante não é aprofundar essas injustiças, é combatê-las, e para combater essas injustiças, nós precisamos de um país e de um Estado justo, um Estado que se quiser cortar, que corte em quem mais tem, que corte nas rendas excessivas, mas que pare os cortes nas pensões, nas reformas, nas escola pública e no Serviço Nacional de Saúde», pediu António José Seguro durante um jantar comício quarta-feira à noite, no âmbito da campanha eleitoral para as autárquicas em Faro.

O Secretário-geral do Partido Socialista (PS) apelou ao Governo de Passos Coelho para «parar com a política de cortes», repetiu várias vezes que os cortes nas pensões, reformas, saúde e escola pública era uma «injustiça» e «intolerável» e comprometeu-se que com o PS não irá haver escola para ricos e escola para pobres.

«Eu quero aqui assumir um compromisso convosco. Connosco e com o PS não haverá em Portugal uma escola para ricos e uma escola para pobres, não haverá uma saúde para ricos e uma saúde para pobres», declarou, no seu discurso em Faro.

Ao longo dos 34 minutos de discurso, o líder do PS criticou ainda a aumento do Imposto de Valor Acrescentado (IVA) de 13% para 23% na restauração em Portugal, afirmando que o Governo cometeu o «maior erro ao aumentar o IVA» e que o facto já tinha provocado «70 mil desempregados» na restauração e na hotelaria.

António José Seguro visitou na quarta-feira os concelhos algarvios de Vila do Bispo, Lagos e Portimão, onde manteve contactos com várias entidades, entre as quais empresários turísticos, e terminou o dia na capital algarvia para apoiar a candidatura socialista de Paulo Neves à Câmara de Faro nas próximas eleições autárquicas de 29 de setembro.