O secretário-geral do PS questionou o primeiro-ministro sobre a existência de uma avaliação independente ao programa de ajustamento dentro de seis meses, mas Passos Coelho disse desconhecê-la, embora Portugal mantenha mecanismos externos para controlo da dívida.

Esta pergunta sobre a avaliação externa independente foi deixada por António José Seguro no debate quinzenal, na Assembleia da República, fazendo então alusão a uma informação que terá sido transmitida pelos representantes da troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) na reunião desta quarta-feira com os parceiros sociais.

«Disseram que daqui a seis meses haverá uma avaliação independente ao programa de ajustamento. O que é isto ?, uma avaliação independente dentro de seis meses ? Quer dizer que Portugal vai continuar sob observação e sob avaliação externa ?», perguntou o líder socialista.

Passos Coelho respondeu alegando desconhecer a afirmação referente a essa avaliação independente.

No entanto, na sua resposta a Seguro, o líder do executivo frisou que, mesmo depois de a troika concluir o seu trabalho neste programa de ajustamento - e enquanto 75 por cento da dívida oficial não for paga - haverá sempre uma avaliação, embora não nos atuais moldes, de três em três meses.

«Quanto ao FMI, manterá com Portugal o seu relacionamento tradicional. Continuará a haver consultas que garantirão a supervisão macroeconómica do país. Isso aconteceu desde sempre, porque Portugal faz parte do FMI», salientou o primeiro-ministro.