O secretário-geral do PS, António José Seguro, reagiu, com indignação, às sondagens do Expresso e do jornal i que dão «uma queda brutal» ao partido, dizendo que «este é o resultado da irresponsabilidade do António Costa».

«Leio, indignado, as sondagens do Expresso e do jornal i que dão uma queda brutal ao PS. Este é o resultado da irresponsabilidade do António Costa», escreve Seguro, num post colocado este sábado de manhã na sua página na rede social Facebook.





O secretário-geral do PS acrescenta ainda: «Os danos provocados ao PS devido à sua ambição pessoal! Um PS em queda, depois de termos ganho as eleições europeias e do Governo ter chumbado pela terceira vez no Tribunal Constitucional. Lamentável. O PS não merece isto!».

António Costa anunciou dois dias depois das eleições europeias que queria disputar a liderança do PS e, na sexta-feira, apresentou no Porto as linhas programáticas de uma candidatura às primárias do partido, marcadas entretanto para 28 de setembro, e a secretário-geral.

De acordo com os dados da sondagem da Eurosondagem para o Expresso e para a SIC relativos ao mês de junho, o PS tem uma queda de cinco pontos percentuais em relação à última sondagem do semanário, dos 38% para os 33% nas intenções de voto dos portugueses.

Já a sondagem do i coloca o PS com 30,6% das intenções de voto, contra os 39% que mantinha na última sondagem deste tipo, realizada há dois meses e meio.

O estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC foi realizado de 2 a 5 de junho de 2014, com base em 1025 entrevistas telefónicas validadas. O erro máximo da amostra é de 3,06%, para um grau de probabilidade de 95,0%.

O estudo de opinião para o i foi realizado pela empresa de investigação e estudos de mercados Pitagórica, entre 30 de maio e 1 de junho de 2014. Foram validadas 506 entrevistas correspondendo a 70,38% das tentativas realizadas.

No caso da intenção de voto, são considerados 357 inquiridos após tratamento da abstenção. Na projeção de voto os indecisos (24,1%) foram distribuídos de forma proporcional. O erro máximo da amostra é de 4,4%, para um grau de probabilidade de 95,5%.