O secretário-geral do PS promete se for primeiro-ministro não aumentar impostos, nem criar qualquer programa de despedimentos na função pública, mas não se compromete com uma redução da carga fiscal, numa entrevista ao «Expresso Diário».

Em entrevista parcialmente divulgada hoje na primeira edição do Expresso Diário (será publicada na íntegra na edição semanal do Expresso), o secretário-geral socialista, António José Seguro, reitera a necessidade do país «mudar de rumo», sublinhando que, apesar da «boa notícia da saída» do programa de ajustamento, «o país está pior».

À exceção do IVA na restauração, António José Seguro não se compromete com qualquer redução de impostos, alegando que não sabe em que estado irá "receber" o país. A única promessa que deixa é: «Não haverá aumento da carga fiscal».

Outra promessa deixada pelo secretário-geral do PS refere-se à função pública, com António José Seguro a afirmar que «não haverá despedimentos, nem nenhum programa de despedimentos».

Quanto às eleições europeias de 25 de maio, António José Seguro elege a abstenção como principal preocupação, mas continua sem apontar objetivos concretos além de «ganhar» e recusa que a continuação na liderança do partido esteja dependente dos resultados.