O secretário-geral do PS considerou, esta terça-feira, importante que Portugal tenha na próxima Comissão Europeia «uma boa pasta» que sirva para defender os interesses nacionais, mas recusou-se a divulgar nomes para o cargo de comissário.

António José Seguro falava aos jornalistas no final da reunião da Comissão Política Nacional do PS, depois de interrogado sobre as reuniões que terá na quarta-feira com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sobre a escolha do comissário europeu português, e com o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, sobre o sistema bancário nacional.

Sobre a reunião com Pedro Passos Coelho, pela manhã, em São Bento, o líder socialista considerou da maior importância a composição da próxima Comissão Europeia.

«E considero ainda de maior importância que a próxima Comissão Europeia atribua a Portugal um pelouro, um dossier, um portefólio que seja bastante importante para a defesa dos nossos interesses. Na sequência daquilo que foi o debate público entre mim e o senhor primeiro-ministro, é normal que [quarta-feira] exista essa reunião», referiu António José Seguro.

Interrogado sobre se vai propor a Pedro Passos Coelho algum nome para preencher o lugar de comissário europeu, o secretário-geral do PS disse que, «naturalmente», tem as suas posições.

«Mas, como calculam, não vou divulgar», disse aos jornalistas, insistindo: «Temos problemas a resolver e ajudará ter uma boa pasta que defenda os interesses nacionais».

Já sobre a reunião com o governador do Banco de Portugal, por si solicitada no passado sábado e que está marcada para o final da tarde de quarta-feira, o líder socialista referiu que já na sexta-feira passada advertiu que estava «muito atento e preocupado com a situação do sistema bancário no país».

«Em função de informações que recebi e de notícias vindas a público, considerei ser meu dever solicitar essa reunião ao governador do Banco de Portugal», declarou.