O secretário-geral do PS defendeu este sábado que obteve uma vitória significativa nas eleições europeias, capitalizando o voto de protesto contra o Governo, mas não a insatisfação contra a política, e anunciou propostas para reformar o sistema político.

Estas posições foram assumidas por António José Seguro no discurso de abertura da reunião da Comissão Nacional do PS, que terá de decidir se este partido entra num processo de eleições diretas para a liderança e um congresso extraordinário.

Fonte oficial da direção do PS referiu que António José Seguro defendeu que os socialistas derrotaram sozinhos «a direta unida» e que o seu partido, no ato eleitoral de 1994, com António Vitorino a cabeça de lista, apenas venceu por uma margem de 0,4 por cento o PSD.

De acordo com a tese de Seguro, de acordo com a mesma fonte, nas últimas eleições europeias, o PS «canalizou a maior parte do voto de protesto contra Governo, mas não o do descontentamento contra o sistema político».

Nesse sentido, o líder socialista referiu que proporá na Assembleia da República, até 15 de setembro, uma nova lei eleitoral para o parlamento, com redução do número de deputados para 180 (atualmente são 230) e a possibilidade do eleitor escolher o seu deputado, através do duplo voto, ou da criação de círculos de um só deputado.

O secretário-geral do PS afirmou ainda que o seu partido vai avançar com uma nova lei de incompatibilidades dos deputados e de outros cargos públicos, visando «separar negócios e política».