O candidato à liderança do PS António José Seguro reiterou hoje, no Luso, Mealhada, a sua promessa de apostar na reindustrialização do país, num almoço em que o seu opositor António Costa foi acusado de desferir um «golpe palaciano».

O deputado socialista voltou a defender a reindustrialização de Portugal como a única forma para criar riqueza e gerar emprego, estacando a emigração e a pobreza que no país, «semelhante à dos anos 60» do século passado.

«O Governo escolheu o caminho do empobrecimento, nós escolhemos o caminho da criação de riqueza e do crescimento da economia, indispensável para o Estado cumprir as suas funções e obrigações», sublinhou António José Seguro, muito aplaudido pelas cerca de 300 pessoas presentes no almoço.

Além das críticas ao Governo, que «insiste em políticas de empobrecimento», António José Seguro deixou também uma crítica indireta ao programa político do seu opositor na corrida à liderança do PS, «redigido durante uma semana, por especialistas, os mesmos que estão sempre em Lisboa».

«O nosso projeto político começou a ser construído em fevereiro de 2012 com o contributo de especialistas e milhares de simpatizantes do PS e foi apresentado no dia 17 de maio, em Lisboa. Um projeto simples, com visão estratégica e cinco prioridades», frisou.

Antes da intervenção do líder socialista, o mandatário nacional da sua candidatura, Manuel Machado, acusou o candidato António Costa de ter desferido um «golpe palaciano» na atual liderança, num «passo perigoso que pode precipitar a democracia por caminhos muito complicados».

Na sua primeira intervenção como mandatário de Seguro à liderança do PS, o presidente da Câmara de Coimbra e da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) disse não acreditar em «soluções sebastiânicas, que já se viu que nunca resolveram nenhum problema ao país, mas naqueles que combatem por um caminho difícil que é preciso prosseguir».

Também o presidente da Câmara da Mealhada, Rui Marqueiro, que manifestou o seu apoio a António José Seguro, considerou que o atual líder do partido foi «vítima de algo nunca antes visto no PS, em que transformaram vitórias em derrotas».

O autarca socialista acusou o atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa de «trair» a confiança do líder socialista.