O ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional afirmou que «ainda não foi hoje» que se ficaram a conhecer as propostas concretas e a alternativa que o PS oferece que não seja «o regresso ao passado no futuro».

«Ainda não foi hoje que o país ficou a conhecer quais são as propostas concretas e a alternativa que o PS oferece ao país que não seja o regresso ao passado no futuro», começou por afirmar Poiares Maduro, comentando em Vila Real a moção estratégica ao congresso que António Costa apresenta esta sexta-feira, em Coimbra.

E acrescentou: «Não apenas não existem ideias novas nem propostas concretas como, na moção do doutor António Costa, não há o mínimo reconhecimento do que correu mal no passado. Há uma atribuição de toda a responsabilidade dos problemas do país à Europa».

O candidato único a secretário-geral do PS afirma que, se formar governo, adotará uma estratégia orçamental plurianual e um quadro fiscal «excecional» para estimular o investimento e a capacidade de inovação em Portugal.

Poiares Maduro referiu que não se pode ter «uma agenda para o futuro sem fazer um diagnóstico adequado da década de estagnação económica que conduziu o país a um colapso financeiro».

Para sustentar a sua opinião, o governante citou mesmo uma frase de Einstein: - «Nós não podemos continuar a fazer sempre o mesmo e esperar que os resultados sejam diferentes».

E precisamente para Poiares Maduro, «o que estes documentos do doutor António Costa, em particular a sua moção, representam é apenas mais do mesmo, com muito pouco de concreto, muitos slogans do tempo do engenheiro Sócrates».

Nas últimas semanas o ministro e António Costa têm protagonizado uma intensa troca de acusações, com o presidente da Câmara de Lisboa a criticar o Governo pela forma como os fundos têm sido aplicados, o que tem sido refutado por Poiares Maduro.

O governante falava aos jornalistas à margem do II Fórum do Interior que decorre entre hoje e sabádo, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).