O candidato socialista à Câmara de Lisboa e presidente da autarquia, Fernando Medina, usou esta sexta-feira a rede de bicicletas partilhadas da cidade, pedalando para ser o “camisola amarela” das eleições no município e apostar na melhoria da mobilidade.

“O objetivo é no dia 1 [de outubro] cortar a meta de camisola amarela”, disse à agência Lusa o cabeça de lista do PS depois de um percurso de bicicleta no Parque das Nações, freguesia na qual começou a ser explorado na terça-feira o sistema de bicicletas partilhadas da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL).

Depois de ter pedalado num dos exemplares elétricos, acompanhado pela comitiva de militantes e membros da lista do PS à Câmara e à Assembleia Municipal, Fernando Medina afirmou que “este é um projeto que vai mudar muito a forma como as pessoas circulam na cidade de Lisboa”.

Vai permitir, juntamente com as redes de ciclovias seguras, que as pessoas possam andar de bicicleta em distâncias mais largas, mas também nos pequenos trajetos que completam o terminal de transporte público com o local de trabalho”, vincou.

O autarca, que esta sexta-feira se deslocou para o Parque das Nações de comboio desde Entrecampos, exemplificou que os trabalhadores da zona podem fazer o mesmo.

“Nós acabámos de sair da estação de comboio aqui do Oriente e, por exemplo, alguém que trabalhe junto dos tribunais e da zona mais norte da Expo, porventura optará por andar numa bicicleta partilhada com uma assinatura anual, que é de valor acessível [o passe anual custa 25 euros e o mensal 15 euros] e que lhe permitirá chegar com todo o conforto”, frisou.

A rede de bicicletas partilhadas de Lisboa – que está associada a uma aplicação móvel – começou a ser explorada esta semana depois de uma fase piloto. Por agora, centra-se em 10 estações instaladas no Parque das Nações com 100 bicicletas, mas o objetivo é que o projeto se alargue a toda a cidade, num total de 140 estações e 1.410 bicicletas.

Num dia dedicado à mobilidade, Fernando Medina frisou que, se for eleito, vai apostar em medidas como a melhoria do funcionamento da rodoviária Carris, a expansão da rede de elétricos e reforçar os transportes públicos na área metropolitana.

“São estes os três pilares que temos nas mãos”, adiantou.

Nas eleições de 1 de outubro concorrem à presidência da Câmara de Lisboa Assunção Cristas (CDS-PP/MPT/PPM), João Ferreira (CDU), Ricardo Robles (BE), Teresa Leal Coelho (PSD), o atual presidente, Fernando Medina (PS), Inês Sousa Real (PAN), Joana Amaral Dias (Nós, Cidadãos!), Carlos Teixeira (PDR/JPP), António Arruda (PURP), José Pinto-Coelho (PNR), Amândio Madaleno (PTP) e Luís Júdice (PCTP-MRPP).