O deputado Eduardo Cabrita defendeu esta sexta-feira que há um «levantamento genuíno de bases» no distrito de Setúbal de apoio a António Costa, apesar do chumbo da moção para a realização de congresso e diretas, por três votos.

«Há um levantamento genuíno das bases como eu há muito não me recordo no distrito de Setúbal», afirmou à Lusa Eduardo Cabrita, apoiante de António Costa.

A federação do PS de Setúbal rejeitou por uma diferença de três votos (36-33) uma proposta para a realização de um congresso extraordinário e de eleições diretas para a liderança do partido, que tinha como subscritores, entre outros, os deputados Pedro Marques, Eduardo Cabrita e Ana Catarina Mendes.

Eduardo Cabrita quis, contudo, salientar que, num distrito «historicamente mais ligado ao secretário-geral», António José Seguro, além do resultado «tangencial», «sete dos 13 presidentes de concelhia anunciaram apoio a António Costa, todos os representantes da JS apoiam António Costa, a representante do Departamento das Mulheres Socialistas também».

«Há um levantamento das bases que isola a comissão política distrital», disse, considerando que essa adesão "será testada durante a visita de António Costa» ao distrito na segunda-feira.

Num comunicado divulgado pelos apoiantes de António Costa sobre os resultados da reunião da federação de Setúbal lê-se que ficou comprovado que a «Comissão Política Distrital não representa a vontade da maioria dos militantes».

De acordo com os estatutos do PS, os congressos extraordinários só podem ser convocados por iniciativa do secretário-geral, por proposta aprovada em Comissão Nacional ou por requerimento de mais de 50 por cento das federações, desde que representem mais de metade do total de militantes do partido.

Em entrevista à TVI, António Costa defendeu que, independentemente de ser aprovado um processo de eleições primárias abertas a simpatizantes, o partido não pode prescindir da realização de um congresso extraordinário.