O líder do PS pediu, este domingo na Anadia, o voto da juventude portuguesa no PS nas eleições europeias de maio, como resposta a «um primeiro-ministro que a única coisa que tem para lhes dizer é que emigrem».

«Precisamos de uma Europa que responda ao flagelo do desemprego como prioridade, com políticas de crescimento económico sustentável», disse José Seguro, apelando aos jovens para se mobilizarem nas eleições europeias.

Essa mobilização irá dar uma «uma mensagem clara aos líderes de direita que não perceberam a natureza da crise e em vez de enfrentarem a especulação financeira dos mercados, atiraram culpas ao estado social», salientou António José Seguro, que discursava no encerramento do «Fórum Europa» da JS na Curia.

O dirigente socialista considerou «chocante que o primeiro-ministro diga aos jovens para emigrarem e só tenha isso para lhes dizer» e lamentou a saída de pessoas qualificadas, em prejuízo do país.

«Um governo que não dá futuro à juventude não está à altura do país e também ele precisa de uma mensagem forte, a 25 de maio, de que recusamos políticas de empobrecimento», disse.

O líder do PS citou palavras de Salgueiro Maia proferidas na véspera da Revolução do 25 de abril: «está na altura de pôr fim ao estado a que isto chegou».

Seguro insistiu que as eleições para o Parlamento Europeu são uma ocasião para mudar de políticas, no sentido de combater o desemprego e que «é preciso construir uma alternativa» às orientações seguidas, «que começa na Europa e continua em Portugal».

Salvaguardando que o PS sempre defendeu o projeto europeu, «mas não esta Europa que separa e divide norte e sul, centro e periferia, ricos e pobres, pretensos cumpridores e não cumpridores», António José Seguro vincou a necessidade de mudar as políticas europeias.

«O Banco Central Europeu deve ter todas as competências de um banco central, não para financiar défices dos estados, mas para fazer o mesmo que a Reserva Federal Americana e agir quando necessário para financiar a economia face a especulações do mercado financeiro. É inaceitável que o BCE não possa emprestar dinheiro aos estados-membros, mas apenas aos bancos comerciais com juros de 1%, que depois o emprestam a juros superiores», criticou.

Para o líder do PS, se o BCE financiasse diretamente os estados haveria menos juros, menos défices e menos sacrifícios.

«Não digam que não há alternativa», concluiu.