O secretário-geral do PS acusa o primeiro-ministro de estar escondido dos portugueses no momento em que o país conhece indicadores económicos desfavoráveis e de estar envolvido na maior manobra de propaganda que há memória em democracia.

António José Seguro falava, esta quinta-feira, no final de um comício do PS que encheu o auditório do Instituto da Juventude de Leiria, após intervenções do cabeça de lista socialista às eleições europeias, Francisco Assis, e do secretário-geral da UGT, Carlos Silva.

«O dia 15 de maio é um dia terrível para Portugal. Hoje os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicaram que a economia portuguesa voltou a cair», referiu, antes de aludir ao facto de dois dos maiores bancos europeus terem anunciado que vão encerrar as operações em Portugal e de estar a subir o desemprego jovem no país.

«Infelizmente, estes indicadores mostram que o país está pior, embora a propaganda do Governo não diga isso. Hoje é altura de perguntar ao primeiro-ministro onde ele anda e que satisfação tem a dar aos portugueses, porque é nos momentos de dificuldade que a liderança é necessária», sustentou o secretário-geral do PS.

António José Seguro avançou depois com uma possível explicação para a ausência de qualquer comentário de Pedro Passos Coelho em relação aos mais recentes dados do INE.

«Nós percebemos por que razão o primeiro-ministro se esconde. É porque ele não tem nada para dizer de verdadeiramente positivo aos portugueses. Este primeiro-ministro apenas está envolvido na maior ação de propaganda eleitoral de que há memória em democracia - propaganda própria de um Governo que não tem resultados para apresentar, que tem uma política errada, que engana os portugueses e que a cerca de dez dias das eleições europeias apenas tenta passar entre os pingos da chuva», acusou Seguro.

O secretário-geral do PS afirmou depois ser sua convicção de que, no próximo dia 25, «os portugueses vão fazer justiça e vão ajustar contas com um Governo que prometeu uma coisa e fez outra».

Neste contexto, Seguro lançou um ataque direto ao primeiro-ministro: «É inaceitável continuarmos a ser governados por um primeiro-ministro que engana e que não honra a sua palavra».

«Merecemos ter um Governo que não nos engana e não nos mente», acrescentou.

Nas primeiras intervenções da noite, o presidente da Federação de Leiria do PS, João Paulo Pedroso, rejeitou as críticas do PSD de despesismo aos governos socialistas.

«Aqui, em Leiria, é o PS quem está a pagar o despesismo de décadas de gestão autárquica do PSD», acusou.

Depois de João Paulo Pedrosa, a candidata do PS às eleições europeias, Célia Afra (que está em 14º lugar), disse sentir-se honrada por fazer parte da «primeira lista paritária da história da democracia portuguesa».