O cabeça de lista do PS nas eleições europeias, Francisco Assis, disse esta quarta-feira que as questões ligadas ao mar são estratégicas para o país e serão uma das preocupações dos socialistas na próxima legislatura no Parlamento Europeu.

«Mesmo na nossa vida política interna, valorizamos muito retoricamente a questão do mar, temos consciência da importância do mar, mas nem sempre temos políticas concretas», afirmou Francisco Assis, na Horta, ilha do Faial, nos Açores, no final de uma audiência com o presidente do Governo Regional, o também socialista Vasco Cordeiro.

Assis garantiu que «há aqui uma preocupação e vai haver da parte do PS» em «valorizar» a questão do mar.

«É um dos temas que, evidentemente, iremos valorizar», afirmou, destacando que na lista de candidatos do PS ao Parlamento Europeu nas eleições de 25 de maio está Ricardo Serrão Santos, investigador da Universidade dos Açores na área do mar, um «domínio estratégico não apenas do ponto de vista dos Açores, mas do ponto de vista de todo o país».

«A Europa tem esta vertente Atlântica como uma vertente fundamental em todos os sentidos. O mar é hoje muito valorizado», afirmou, acrescentando que, neste caso, os Açores «devem ser valorizados na perspetiva dos transportes, da logística e dos próprios recursos do mar, que carecem de ser plenamente rentabilizados», respeitando «plenamente» o ambiente.

Também Vasco Cordeiro considerou que o mar «é um dos desafios principais que se colocam aos Açores no seu relacionamento com a União Europeia».

O presidente do Governo dos Açores considerou importante que haja, no Parlamento Europeu, entre os eurodeputados portugueses, «uma visão quanto à importância que o mar pode assumir para os Açores», a nível da valorização da sua «posição política» no seio da União Europeia, «mas sobretudo que a União Europeia tome medidas para que esse ativo se transforme efetivamente na criação de emprego e riqueza».

Vasco Cordeiro elogiou, por outro lado, que Francisco Assis tenha pedido uma audiência ao presidente do Governo Regional para abordar as questões que se colocam ao arquipélago no âmbito europeu, onde há «questões específicas» relacionadas com as chamadas regiões ultraperiféricas da União.

Considerando tratar-se de um «reconhecimento e respeito das autonomias» e uma «valorização» do papel que podem ter a nível das instituições europeias, o também presidente do PS/Açores disse que concederá audiências a outros candidatos, de outros partidos, se lhe forem solicitadas, por «dever institucional» e por «convicção democrática».