Notícia atualizada às 13:31


O candidato às eleições primárias do PS António Costa votou esta manhã em Lisboa e mostrou-se «obviamente otimista» numa vitória no sufrágio desta noite, sublinhando a importância de uma expressiva adesão de militantes e simpatizantes.


«Quanto mais pessoas participarem mais autêntica será a voz dos portugueses a expressarem-se nestas eleições e a responder à questão de quem está em melhores condições de ser o próximo primeiro-ministro», disse Costa aos jornalistas depois de votar esta manhã na sede da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL), no Saldanha.


Declarando ter notícias de «todo o país» de uma grande adesão às urnas, Costa diz estar «obviamente otimista» para uma vitória no sufrágio.


Cerca de 250 mil simpatizantes e militantes socialistas escolhem este domingo entre o secretário-geral António José Seguro e o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, o candidato do PS a primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas.


Aos jornalistas, António Costa manifestou o desejo de que já «amanhã» o PS «parta coeso para a próxima etapa», a de disputar as legislativas.

 

A escolha entre si e Seguro, realçou ainda, não diz respeito somente ao PS mas tem que ver com todo o país, embora frisando não ter a «menor dúvida» de que em caso de vitória irá conseguir o PS.

 

«Este resultado vai ser muito expressivo. Não tenho dúvidas», declarou, antes de reforçar que este é o «momento da decisão» e a partir de hoje o partido entra numa «nova vida».

 

Os cenários possíveis


Se o atual secretário-geral do PS vencer as eleições primárias, António José Seguro será confirmado como candidato a primeiro-ministro pelos socialistas nas próximas legislativas e, como tal, o calendário interno deste partido poucas alterações terá.

 

Se for o presidente da Câmara de Lisboa a vencer as primárias, António José Seguro já fez saber que se demitirá da liderança e, nesse caso, Costa quererá convocar o mais rapidamente possível eleições diretas para o cargo de secretário-geral e um congresso extraordinário do PS.

 

As eleições primárias foram uma iniciativa lançada por António José Seguro no final de maio, após António Costa se ter mostrado insatisfeito com a dimensão do triunfo do PS nas eleições europeias e de se ter manifestado disponível para avançar para a liderança deste partido.

 

Seguiram-se três meses e meio de uma dura e intensa luta interna entre os apoiantes de António José Seguro e António Costa, que teve como um dos raros momentos de consenso a eleição do ex-ministro socialista Jorge Coelho para a presidência da comissão eleitoral das primárias.