O secretário-geral do PS recusou esta sexta-feira a existência de convergência com o CDS e considerou o PSD e o partido de Paulo Portas «duas faces da mesma moeda» da política do atual Governo, apesar dos «arrufos».

António Costa falava no final de uma reunião com o CDS, cuja delegação foi liderada pelo também vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, que durou pouco mais de uma hora.

«Foi uma conversa agradável, não há pontos de convergência. O CDS e o PSD são as duas faces da mesma moeda da política seguida pelo Governo. Admito que haja alguns arrufos [dentro da coligação], mas nessas matérias não me meto», declarou o secretário-geral do PS, após questionado sobre um eventual entendimento entre socialistas e democratas-cristãos.

Já o CDS-PP diz que  sabe com quem está e onde está. O vice-presidente do CDS Nuno Melo frisou que o seu partido sabe «com quem está e onde está», depois de interrogado sobre a plataforma de diálogo permanente proposta esta semana pelo PSD ao PS.

Nuno Melo falava no final da reunião de cerca de uma hora com a direção do PS, na qual estiveram presentes o presidente do CDS e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e o líder socialista, António Costa.

Sobre a forma como decorreu o encontro com a direção dos socialistas, o eurodeputado centrista respondeu à letra àquilo que momento antes António Costa tinha afirmado aos jornalistas: «O PS de 2011 e o PS de 2015 são a face da mesma moeda», disse, lamentando que, até hoje, os socialistas ainda não tenham feito a necessária autocrítica sobre as políticas que levaram Portugal ao resgate financeiro.