O porta-voz do CDS-PP divulgou este domingo uma carta aberta ao secretário-geral do PS, acusando António José Seguro de revelar um «inesperado desespero» com o que considerou a recuperação substancial do valor das pensões.

Na carta, enviada à Agência Lusa, Filipe Lobo d`Ávila considerou que António José Seguro mostrou «descaramento» que «merece resposta pronta» por perguntar «como se sentiria o líder do CDS-PP» depois de criar uma «TSU das pensões».

«Vossa Excelência revela portanto um inesperado desespero com o facto de muitos pensionistas recuperarem substancialmente pensão e poder de compra a partir de 1 de janeiro de 2015», afirmou o porta-voz do CDS-PP.

No encerramento da última conferência Novo Rumo para Portugal, em Braga, António José Seguro questionou «como se sente» o vice-primeiro-ministro depois de criar uma Taxa Social Única para idosos quando «garantiu» que não pisaria essa «linha vermelha».

Na resposta ao secretário-geral do PS, em forma de carta aberta, o porta-voz do CDS-PP frisou que com a medida de substituição da CES, nenhum pensionista «ficará pior, nenhum ficará igual e todos ficarão melhor».

«Na CES a taxa mínima era 3,5% até 1.800 euros, agora será de 2% até 2.000 euros; na CES a taxa intermédia ia de 3,5% a 10 %, agora ficará nos 3,5% e nada mais», disse.

Recusando as acusações a Paulo Portas, Filipe Lobo d`Ávila disse que Seguro «sabe perfeitamente que a chamada TSU das pensões era uma medida que acumulava» com a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), o que significava «penalizar dupla ou triplamente os pensionistas».

«Por isso a recusamos com firmeza. Ora, a contribuição sobre as pensões não acumula com nenhuma outra; substitui a CES e a convergência da CGA. É espantoso que Vossa Excelência critique o fim da CES. Deve ser má consciência, porque a CES foi criada no Orçamento para 2011 por um Governo Socialista», acusou.