O deputado do CDS-PP Ribeiro e Castro apelou ao voto na candidatura Aliança Portugal nas europeias, afirmando que «não é seguro votar socialista», com o PS a acusar o Governo de «usar o Estado» para fazer campanha.

A campanha eleitoral, que começa oficialmente esta segunda-feira, chegou ao Parlamento numa declaração política do deputado do CDS-PP Ribeiro e Castro, que pediu o «voto esclarecido» na candidatura do PSD/CDS-PP e considerou que «cada vez é mais claro que não é seguro votar socialista em Portugal», partido que disse revelar «desorientação».

Num pedido de esclarecimento, o socialista Pedro Marques considerou que o apelo ao voto «é legítimo» e considerou que «este é o tempo dos partidos e não do Governo», criticando a convocação de um conselho de ministros extraordinário para o dia 17 de maio, a meio da campanha eleitoral.

O deputado defendeu que o Governo «tem de estar afastado» para evitar «a confusão» entre partidos e executivo e sublinhou que o Governo «não é dono da democracia» não devendo «fazer anúncios e umas promessas» em plena campanha eleitoral.

Na resposta, Ribeiro e Castro comentou ter ouvido o «cabeça de lista do PS dizer que não ia fazer nenhum protesto na CNE» e frisou que o Governo «continua a governar».

«A data de 17 de maio não foi marcada pelo Governo, foi marcada pelo PS quando assinou um memorando» com a troika, respondeu.

No mesmo sentido, a deputada do PSD Joana Barata Lopes ironizou que «um PS que anda sempre incomodado com a agenda escondida do Governo agora está incomodado que o Governo queira trabalhar».

O deputado do PCP Paulo Sá defendeu que as políticas dos sucessivos Governos têm contribuído para a abstenção nas eleições europeias, considerando que os três partidos (PS, PSD e CDS-PP) devem ser «responsabilizados no dia 25 de maio», a «altura para dizer basta».

Mariana Mortágua, do BE, afirmou que a candidatura do PSD/CDS-PP «não defende uma Europa de paz» e sim «o poder dos bancos e mercados financeiros contra os povos».