Carlos César manifestou esta segunda-feira a esperança de que o resultado do referendo no Reino Unido agite consciências para uma mudança europeia, sob pena dos cidadãos procurarem alternativas.

Oxalá que sobressaltos como os provocados por este referendo no Reino Unido agitem consciências de uma mudança europeia”, afirmou Carlos César, no âmbito das jornadas parlamentares do Partido Socialista, dedicadas à “Autonomia, fator de desenvolvimento”, que hoje decorrem em Ponta Delgada, ilha de São Miguel.

Para o presidente do grupo parlamentar do Partido Socialista, Carlos César, essa mudança europeia “deve reforçar um poder político democrático, forte, esclarecido, que torne a União competitiva e um interlocutor válido no palco internacional”.

“Ou a União Europeia muda nos planos de legitimidade democrática da sua governação nos planos económicos, social, equidade e coesão territorial ou os cidadãos procurarão a pouco e pouco alternativas por mais arriscadas, mais desconhecidas nos seus efeitos que sejam”, referiu o líder parlamentar socialista, acrescentando que as alternativas serão sempre “tendencialmente extremistas à direita ou à esquerda”.

Segundo Carlos César, os resultados – os eleitores votaram maioritariamente pela saída do Reino Unido da União Europeia - demonstram que a atual Europa não satisfaz os cidadãos em geral for razões diferentes, mas “há realidades conjunturais que parecem falar mais alto no momento de irracionalidade que envolvem decisões referendárias ou o anúncio da sua intenção”.

Alegando que o resultado do referendo no Reino Unido “não foi bom” para a Europa Carlos César afirmou que os britânicos descobrirão “a breve trecho que o caminho era exatamente o inverso”.

“Os tempos europeus que vivemos são preocupantes em especial para os que defendem a Europa democrática, forte, esclarecida e interlocutora mundial” reiterou Carlos César, que na sua intervenção manifestou, ainda, confiança que o PS/Açores é "merecedora de uma nova vitória" nas eleições regionais deste ano.