O dirigente socialista António Costa disse hoje em Castelo Branco que vai lutar por uma maioria absoluta, sublinhando que um PS forte «tem que ter essa capacidade de agregar uma maioria», promovendo o diálogo político necessário.

«Com certeza que vou lutar por uma maioria absoluta. Um PS forte tem que ter essa capacidade de agregar uma maioria porque só um PS forte terá capacidade de promover o diálogo político necessário, desbloquear a concertação social e de mobilizar a sociedade em torno de uma agenda para a década centrada na resolução dos nossos problemas estruturais», referiu.

«Os portugueses desejam que o PS tenha capacidade de agrerar toda esta grande maioria que sente a necessidade de uma mudança de Governo e de política. É esta a nossa ambição e é por isso que nos batemos», salientou António Costa, que falava num comício em Castelo Branco.

Costa referiu ainda que o PS tem que ser um «partido coerente, não pode dizer que é necessário que haja serviços em todo o território e servir todo o território de mais baixa ou de menor densidade, no interior ou no litoral, e depois propor-se porque é muito popular a ideia da redução de deputados, reduzir o número de deputados».

«Isso teria como consequência imediata, a diminuição da representação política de todo o interior do país que seriam os primeiros sacrificados na perda de representação política junto da Assembleia da República», realçou.

Joaquim Morão, presidente da Federação Distrital do PS de Castelo Branco, presente no comício, disse que chegou a hora de dar «um novo impulso e um novo fôlego ao PS» e isso «só pode acontecer com António Costa».

O líder distrital dos socialistas sublinhou ainda que na hora de escolher, «somos livres de escolher aqueles que entendemos que servem melhor o PS, sem por nana nem ninguém em causa».

Morão considerou que António Costa «é o único com condições para levar o PS a uma grande vitória, pelo seu passado e pela sua experiência».

Também o presidente da Comissão Política Concelhia do PS de Castelo Branco, salientou que o partido atravessa um momento crítico e importante.

«Temos consciência que aquilo que está a acontecer não favorece o PS. Não compreendemos porque é que vamos andar aqui quatro meses quando tudo se resolvia em 15 dias», concluiu.