O líder parlamentar do PS, Alberto Martins, frisou esta sexta-feira que, num cenário de crise política a breve prazo em Portugal, o secretário-geral, António José Seguro, continua na plenitude das suas funções como líder dos socialistas.

«O PS tem uma certeza absoluta: os seus órgãos secretário-geral, Comissão Nacional, Comissão Política e Secretariado estão na plenitude das suas funções e competências», salientou o presidente da bancada socialista.

Alberto Martins falava aos jornalistas no final da reunião da Comissão Política do PS, depois de questionado como atuará o seu partido caso se abra a breve prazo uma crise política em Portugal, com eleições legislativas antecipadas, sem que os socialistas tenham escolhido o seu candidato a primeiro-ministro, cujo ato eleitoral está previsto para 28 de setembro.

O presidente da bancada socialista rejeitou a existência de qualquer problema de legitimidade política entre os socialistas.

«Não há qualquer impasse, porque os órgãos do PS, os seus dirigentes, estão na plenitude das suas funções. Não é por deixarem de estar na plenitude das suas funções que o PS faz eleições primárias» a 28 de setembro, alegou o líder da bancada socialista.

Neste contexto, Alberto Martins fez questão de insistir que António José Seguro, como líder, «está na plenitude das suas funções».

«Não é possível haver eleições para secretário-geral a menos que ele [Seguro] se demita, mas ele já disse que não se demite. O secretário-geral tem uma legitimidade própria. Dentro e fora do PS, ninguém duvida que ele é o líder da maior força política da oposição», advogou o presidente do Grupo Parlamentar do PS.

Já sobre as críticas da corrente de António Costa à data de 28 de setembro para a realização de eleições primárias, Alberto Martins contrapôs a tese de que «é preciso um tempo bastante, um tempo consolidado, uma discussão profunda, credível e participada».