O candidato a secretário-geral do PS afirmou este domingo que a chanceler alemã «não tem razão» no que respeita à formação em Portugal: «temos ainda licenciados a menos».

«A senhora Merkel não tem razão, nós não temos licenciados a mais, temos ainda licenciados a menos. O nosso problema não é o excesso de qualificação, o nosso problema é ainda um défice de qualificação e o que nos falta são empregos qualificados para a geração que estamos a formar», referiu.

António Costa, que discursava hoje em Castelo Branco para uma plateia de militantes do PS, sublinhou que Portugal tem que ter um rumo e uma estratégia que passa pela aposta na qualificação e na valorização dos recursos.

«Eu sei que não é esta a visão que o Governo tem nem é a visão que muita gente na Europa tem sobre Portugal, mas eles estão enganados», reiterou.

Para o candidato a secretário-geral do PS, a resposta, «não é como o Governo disse aos jovens mais qualificados, para emigrarem. Não, a resposta é que precisamos destes jovens e desta geração mais qualificada para desenvolver o nosso país».

«Esse é o caminho e é essa a estratégia que temos de conseguir sustentar e desenvolver no país», disse.

António Costa insistiu que o PS tem uma alternativa à estratégia do Governo, que não aposta no empobrecimento, mas sim na qualificação e na valorização dos recursos do país.

«São dois caminhos alternativos que temos pela frente: ou o caminho do empobrecimento ou o da qualificação», sustentou.

«Se o Governo tivesse uma visão estratégica positiva sobre o país, quando olhou para a necessidade de fazer cortes no orçamento, o último que faria era o corte dos 700 milhões de euros que faz no investimento do Ministério da Educação e da Ciência (MEC), porque cortar hoje na educação é estar a comprometer a sustentabilidade e a qualidade do futuro do nosso país», acrescentou.