Portugal deverá formalizar protocolos de cooperação com a Noruega e o Canadá, até setembro, nas áreas económica, de investigação científica e segurança marítima, anunciou hoje, em Bruxelas, a ministra do Mar.

Ana Paula Vitorino encontrou-se hoje com os seus homólogos norueguês, Per Sandberg, e canadiano, Hunter Tootoo, e com o comissário europeu para os Assuntos Marítimos e Pescas, Kamenu Vella, em Bruxelas, onde decorre a maior feira mundial do setor alimentar das pescas, a SEAFOOD EXPO.

“O nosso objetivo relativamente aos protocolos com o Canadá e com a Noruega é que muito brevemente, até setembro” sejam oficializados em áreas como a fiscalização e segurança marítimas até aos “princípios da proteção ambiental dos oceanos”, exemplificou.

Aos jornalistas portugueses, a governante acrescentou ainda a colaboração prevista para o Observatório Português para o Atlântico, nos Açores, e a “aposta que a Noruega quer fazer em termos de investimentos na aquacultura em Portugal”.

“O nosso grande objetivo, em termos nacionais, é, por um lado, criar conhecimento que nos permita constituir como parceiros económicos a nível mundial, mas também atrair investimento e aumentar as nossas exportações”, resumiu.

A ministra notou também a “extrema importância” da participação do país em eventos internacionais como o SEAFOOD, bem como o facto de “haver a diplomacia económica”, que passa pela sua presença em Bruxelas a garantir que os empresários nacionais “são muito bons” e que aquele peixe é o “melhor do mundo”.

Ana Paula Vitorino concluiu que as verbas do Mar2020 devem intensificar o apoio à promoção e internacionalização, falando junto do Pavilhão de Portugal, que integra 21 empresas.

No ano passado o valor das exportações portuguesas no setor alimentar das pescas atingiu os 1000 milhões de euros, com a liderança nos mercados espanhol, francês e italiano.

Em 2015, a SEAFOOD movimentou cerca de 30 mil profissionais de 140 países.