O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, foi esta sexta-feira à tarde apupado em Loulé por alguns cidadãos quando se preparava para participar numa conferência sobre Economia Social organizada pelo CDS-PP.

João Martins, professor na Universidade do Algarve, foi um dos participantes da pequena manifestação em frente ao edifício da Assembleia Municipal de Loulé e, em declarações à Lusa, lamentou o facto de o ministro ter entrado e saído pelas traseiras do edifício e não ter ido «enfrentar a população».

Os manifestantes mostravam um cartaz em que se lia «Resgatar a dignidade e a decência», pediam a demissão do Governo e acusavam o ministro Mota Soares de ser um dos responsáveis diretos pelo «corte no subsídio dos desempregados, nos abonos de família, nas reformas dos idosos e nos apoios sociais».

Segundo João Martins, os manifestantes foram identificados pelas autoridades policiais no local.

O deputado do CDS-PP Artur Rêgo, eleito pelo círculo de Faro e um dos organizadores da conferência sobre Economia Social, confirmou à Lusa que algumas pessoas se manifestaram - «um tinha um megafone, outro uma pandeireta e outro um guarda-chuva preto» - e gritaram palavras como «ladrões».

Na conferência participaram, além de Pedro Mota Soares, o bispo da Diocese do Algarve, Manuel Quintas, o vice-presidente do Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial, Domingos Carvalhosa, Maria Manuela Silva e Elisabete Santos (do Refúgio Aboim Ascensão), a diretora do Centro Distrital da Segurança Social de Setúbal, Ana Clara Birrento, entre outros.