Militantes do Bloco de Esquerda (BE) promoveram esta quinta-feira em Lisboa uma ação de protesto contra a privatização dos CTT, colocando uma faixa nas instalações da empresa nos Restauradores e prometendo a nacionalização da empresa.

«Temos a certeza que os CTT voltarão um dia a ser públicos», afirmou a coordenadora do partido, Catarina Martins, num local improvisado para discursar, em frente à entrada da loja dos CTT na praça dos Restauradores, lembrando que a nacionalização foi a solução da Dinamarca e da Suécia depois do «desastre da privatização» dos correios.

Uma alteração ao símbolo dos CTT, mostrando um cavaleiro a cair do cavalo, foi a imagem utilizada no cartaz afixado ao final da manhã nas grades da varanda do primeiro piso do edifício da empresa na praça dos Restauradores, com a frase «Correios privados, país mais pobre».

Os militantes do BE distribuíram folhetos a quem passava na rua, nos quais enumeravam as suas críticas ao Governo por ter tomado a «decisão errada» de privatizar os CTT, por «pôr em causa» um serviço público com 500 anos e «prejudicar» as contas públicas.

Catarina Martins disse ainda que «hoje é o dia em que alguns estão a ganhar com a privatização dos CTT» e que estão «a entregar uma renda aos privados quando deviam entregar lucros ao Estado», referindo-se ao primeiro dia de negociação em bolsa das ações da empresa.