As propostas de alteração do PSD e do CDS-PP ao relatório da comissão de inquérito aos contratos swap incluem apenas perguntas de deputados democratas-cristãos e não respondem às críticas da oposição sobre o branqueamento das responsabilidades do Governo.

Segundo as oito propostas entregues esta sexta-feira no Parlamento pelos partidos que sustentam o Governo, a que a Lusa teve acesso, cinco são aditamentos de perguntas feitas pela deputada do CDS-PP Cecília Meireles a vários responsáveis de empresas públicas e as respetivas respostas, sendo estas sobre as propostas feitas pelos bancos às empresas, sobre a finalidade da contratação de swap e sobre a responsabilidade da tutela.

São ainda acrescentadas perguntas feitas pelo deputado do CDS-PP Hélder Amaral, assim como as respostas que obteve de gestores públicos e de um responsável do Deutsche Bank, focando estas o dinheiro que as empresas receberam no imediato com a contratação de swap, as dúvidas motivadas pelo despacho de 2009 do secretário de estado socialista Costa Pina e sobre a qualificação das empresas públicas como investidores qualificados.

Por fim, o PSD e o CDS propõem que seja retirada a formatação a negrito da página 174, sobre o Metro de Lisboa.

Depois de a deputada do PSD Clara Marques Mendes ter apresentado, a 17 de dezembro, o projeto de relatório final da comissão de inquérito aos swap, os partidos políticos tinham até esta sexta-feira para apresentarem propostas de alteração ao documento de mais de 400 páginas.

A oposição (PS, PCP e Bloco de Esquerda) está a apresentar muitas propostas, o que era expectável tendo em conta as várias críticas que fizeram ao documento, considerando que este segue sobretudo a linha de argumentação da atual ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, e não refere as responsabilidades do atual Executivo na gestão deste processo.