O Partido Socialista considera no seu programa eleitoral que a TAP é “uma ferramenta de primeira ordem para a projeção internacional de Portugal" e "veículo fulcral" para a “internacionalização da economia portuguesa", reiterando que se opõe à privatização.

“O PS não deixará de capacitar e robustecer os instrumentos do Estado no domínio da diplomacia económica”, considera o PS numa versão preliminar do seu programa eleitoral.

Numa secção denominada “Um Portugal Global”, que fecha as 134 páginas do documento, o PS indica que “neste quadro, uma ferramenta de primeira ordem para a projeção internacional de Portugal é a sua companhia aérea de bandeira, a TAP”.

A TAP é um “veículo fulcral de ligação à África lusófona, ao Brasil, aos principais destinos da emigração portuguesa e à promoção da internacionalização da economia portuguesa”, refere o projeto de programa eleitoral.

Por este motivo, o PS diz que “não permitirá que o Estado perca a titularidade sobre a maioria do capital social da TAP, encontrando formas - designadamente através de uma efetiva ação junto das instituições europeias e do mercado de capitais - de capitalizar, modernizar e assegurar o desenvolvimento da empresa, ao serviço dos portugueses e de uma estratégia de afirmação lusófona”.

O atual governo PSD-CDS espera concluir a privatização da TAP até ao final do primeiro semestre deste ano.

Para o PS, “os últimos anos corresponderam a uma fragilização da posição portuguesa à escala global”, devido à “debilidade financeira” e a uma “intervenção no país das instituições internacionais” a que se somou “um deliberado apagamento na afirmação externa de Portugal”.

Este "apagamento", explicam os socialistas, deve-se "em muito” a “uma intervenção de baixo perfil no Mundo e na Europa que o Governo PSD-CDS optou por seguir”.

“A imagem internacional do nosso país surge hoje colocada num dos mais baixos patamares de que há memória recente, face aos nossos parceiros e às estruturas multilaterais que integramos. A isso veio juntar-se uma descapitalização, orçamental e funcional, de toda a máquina de ação externa, num movimento que hoje se constata ter tido efeitos negativos muito sensíveis na capacidade operativa do país para a proteção e projeção dos seus interesses”, realçam.