Por: Redacção / HB | 3- 11- 2009 18: 7
Apesar de sublinhar que «subscreve o que consta do programa do Governo» sobre a avaliação dos professores, Francisco Assis,
candidato único à liderança parlamentar do PS, avisou que «nada se poderá fazer sem o mínimo de consenso» e que por isso deve
haver «abertura de espírito».
«É bom que os portugueses saibam o que o Governo pensa e preconiza, mas, ao mesmo
tempo, é bom que também saibam que tem de haver, da parte do Governo e da maioria parlamentar que o sustenta, a abertura de
espírito suficiente para garantir a obtenção dos consensos necessários, porque há hoje uma evidência absoluta, é que nada
se poderá fazer sem o mínimo de consenso», disse, citado pela agência Lusa.
Governo «teimoso» na avaliação de professores
Estas declarações foram prestadas no Parlamento
depois do ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, ter dito à rádio TSF que está fora de questão a suspensão do modelo
avaliação dos docentes. A Lusa refere que Assis, questionado sobre se concorda que não deve haver suspensão do modelo, disse
não querer «estar a avançar com nada que possa por em causa a evolução do processo».
Sobre a hipótese de existir
uma querela jurídico-constitucional, Assis disse esperar que «não se entre nesse processo»: «Sou de natureza relativamente
optimista, acho que quer o PS quer os vários partidos da oposição vão agir de forma séria e de forma profundamente responsável».
PSD
fala em contradição
O PSD considerou que Jorge Lacão está em «contradição entre o anúncio feito pelo primeiro-ministro
há uns dias atrás» de que haveria «um novo ciclo» e «disponibilidade para dialogar e para ouvir opiniões diferentes».
«Esta
aparente nova atitude que o primeiro-ministro quis apresentar depois das eleições não passou de uma encenação», disse à Lusa
o deputado social-democrata Pedro Duarte. «Esta atitude do Governo só tem contribuído para bloquear as escolas».
CDS
critica «declarações extremadas»
O CDS-PP também criticou Lacão, considerando que se está a «atravessar no meio
de um processo negocial que será conduzido pela ministra da Educação com declarações extremadas», segundo apontou o deputado
do CDS-PP Nuno Magalhães.
BE e PCP também criticam
O BE considerou que as declarações do ministro
proferidas são «o pior sinal neste momento» e que estas demonstram «teimosia e irresponsabilidade».
Já o PCP, através
do deputado Miguel Tiago, acusou Lacão de se apresentar «na esteira do que de pior apresentou o anterior Governo».
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