O PCP exige a interrupção do processo de privatização da EID – Empresa de Investigação e Desenvolvimento (tecnológica de comunicações militares), considerando que “enfraquece as capacidades nacionais numa área estratégica” e apelando ao reforço da empresa.

Num comunicado enviado hoje às redações o PCP considera que a privatização da EID “constitui mais um atentado contra os interesses nacionais”, porque “enfraquece as capacidades nacionais numa área estratégica”.

Nesse sentido, o PCP reclama que “o processo seja interrompido” e que “seja promovido o reforço do papel da EID no importante segmento tecnológico a que a mesma se dedica”.

Na quarta-feira, O Estado vendeu a sua participação de 43,09% na empresa de tecnologia militar EID à britânica Cohort PLC por 19 milhões de euros, uma operação que envolveu também os restantes acionistas da empresa.

Em comunicado, a Empresa de Investigação e Desenvolvimento de Electrónica (EID), sob tutela do Ministério da Defesa, anunciou que "foi concluído o processo de alienação de parte do capital social da EID com a empresa inglesa Cohort PLC, que apresentou proposta para aquisição de 99,98% do capital social da empresa".

Ou seja, a empresa britânica Cohort vai pagar 19 milhões de euros pela quase totalidade do capital detido maioritariamente pela Empordef, 'holding' do Estado das indústrias de Defesa (38,57%), e ainda pelo IAPMEI (4,52%), Efacec (27,24%) e 29,65% pela alemã Rohde & Schwarz.