O PS/Madeira considera que a privatização da companhia aérea TAP vai privar a região de um serviço público que constitui, atualmente “uma salvaguarda” para o arquipélago. A posição foi divulgada esta sexta-feira, num comunicado assinado pelo presidente do partido no arquipélago, Carlos Pereira.

"Se a solução encontrada não é boa para o país, também não interessa à região, que fica privada de um serviço público agora prestado pela TAP (pelo menos nos mesmos termos) que, longe de ser perfeito, constituiu uma salvaguarda para a Madeira e para o seu povo."


O dirigente socialista diz não entender "como é que um Governo aparentemente de saída - existirão eleições legislativas dentro de 100 dias - pretende, ‘à mata cavalos’, fechar um assunto tão importante para o país e que requer, por isso, um amplo consenso nacional”.

Carlos Pereira critica ainda o "silêncio ensurdecedor do Governo Regional”, liderado pelo PSD.

“Ao que parece, foi de férias".


O Governo da República decidiu na quarta-feira vender o grupo TAP, dono da transportadora aérea nacional, ao consórcio Gateway, do empresário norte-americano e brasileiro David Neeleman e do empresário português Humberto Pedrosa.

O PS sublinha que este mesmo Governo (PSD/CDS) “não quer resolver agora a questão da renegociação das taxas de juro da dívida da Região Autónoma da Madeira nem inscrever o novo hospital como projeto de interesse comum”, o que permitiria a obtenção de financiamento por parte de Bruxelas.

As ligações aéreas da TAP aos Açores e à Madeira foi esta sexta-feira questionada no Parlamento, durante o debate de atualidade pedido pelo Bloco de Esquerda. O partido "Os Verdes" considera que estas ligações não ficam asseguradas com o negócio concretizado pelo Governo, mas Sérgio Monteiro não se pronunciou sobre o assunto no Parlamento.