Pedro Passos Coelho não terá pago a totalidade da sua dívida à Segurança Social, mas apenas uma parte, referente ao período entre janeiro de 2002 e setembro de 2004, tendo ficado por pagar o montante relativo até 1999.

Segundo avança o jornal «Público», a dívida do primeiro-ministro seria de 5016 euros e não de 2880 euros, que com os juros de mora ascenderia a mais de 8000 euros, e não a 3914.

Nas bases de dados da Segurança Social, diz o «Público», contam mais 2132,62 euros de dívida, relativa ao período entre novembro de 1999 e janeiro de 2002 – quanto deixou de ser deputado da Assembleia da República - o que soma um total de 5015,88 euros.

O primeiro-ministro diz ter sido informado sobre a dívida de 2880,26 euros, prescrita em 2009, em 2012, e novamente em 2015, «a qual poderia ser paga a título voluntário e a qualquer momento para efeito de constituição de direitos futuros». Passos Coelho diz ter pago voluntariamente, e que «nunca teve intenção» de faltar às suas obrigações, já que poderia ter invocado a sua prescrição.

Tendo a Segurança Social notificado a dívida prescrita após 2007, então Passos Coelho deveria ter sido informado da dívida que prescreveu entre 2004 e 2007, o que aparentemente não aconteceu.

Segundo o «Correio da Manhã», que teve acesso a relatórios da Segurança Social, o primeiro-ministro conseguiu, assim, «escapar» a uma cobrança coerciva que chegou aos 744 milhões de euros. O governante terá feito parte de uma lista de 107 mil contribuintes que em 2007 não foram notificados por carta registada.