Quinze personalidades independentes inscreveram-se esta terça-feira como simpatizantes na sede nacional do PS e manifestaram o seu apoio à candidatura de António Costa nas eleições primárias.

Numa sessão que coincidiu com o arranque do processo de recenseamento das primárias do PS, tendo em vista a escolha do candidato socialista a primeiro-ministro, o presidente da Câmara de Lisboa agradeceu o apoio que lhe foi manifestado por «personalidades» que encontrou ao longo da sua vida em diferentes funções públicas (ministérios dos Assuntos Parlamentares, Justiça, de Estado e Administração Interna ou na autarquia da capital).

«Habitualmente, os políticos concentram-se em prometer o que vão fazer no futuro, mas é muito importante para a confiança que podem merecer junto dos cidadãos poderem prometer fazer no futuro a garantia do que fizeram no passado. Este testemunho é no fundo a melhor garantia daquilo que posso ser e daquilo que quero ser», disse António Costa.

Assinaram diante dos jornalistas fichas de simpatizantes para as primárias do PS Simonetta Luz Afonso (presidente da Assembleia Municipal de Lisboa), José Soreto de Barros (conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça), Diogo Lacerda Machado (ex-secretário de Estado e advogado), Carlos Mourato Nunes (antigo comandante geral da GNR), Maria Manuel Leitão Marques (ex-secretária de Estado), Rosário Farmhouse (ex-alta comissária para a imigração e diálogo intercultural), Elisete Andrade (presidente da Associação de Moradores do Bairro Padre Cruz), José Caetano (presidente da Federação Portuguesa de Ciclistas e Utilizadores de Bicicletas), José Apleton (engenheiro, reabilitação urbana), Mariana Duarte Silva (gestora), Teresa Pais (professora e coordenadora da Escola nº1 do Ensino Básico de Lisboa) e o vereador e advogado José Sá Fernandes.

Nas sucessivas intervenções, José Sá Fernandes, que entrou para a Câmara de Lisboa como eleito pelo Bloco de Esquerda, disse que os últimos sete anos provaram que «António Costa consegue unir coisas que aparentemente são antagónicas».

«António Costa sabe mobilizar e juntar pessoas com uma visão comum», declarou o vereador da autarquia da capital, já depois de o juiz jubilado Soreto de Barros ter justificado o seu apoio a Costa pelo trabalho que desenvolveu no Ministério da Justiça, durante o segundo Governo de António Guterres, «ao investir na modernização tecnológica e em medidas de humanização para os reclusos».

O antigo comandante da GNR Carlos Mourato Nunes elogiou o trabalho do candidato às primárias socialistas no Ministério da Administração Interna, durante o primeiro executivo de José Sócrates.

«Trabalhei de forma muito próxima com António Costa entre 2005 e 2007. Foi um período exaltante. António Costa conseguirá mobilizar os portugueses em torno de um desígnio comum de crescimento e progresso», declarou o general, antes de a presidente da Associação de Moradores do Bairro Padre Cruz ter salientado o caráter «humanista» e a «sensibilidade social» do ex-ministro dos governos de Guterres e Sócrates.

O presidente da Assembleia Municipal da Guarda, Fernando Carvalho Rodrigues, manifestou apoio público à eleição de António Costa, mas não preencheu a ficha de simpatizantes por ser militante do PSD.

«Com certeza que apoio António Costa para primeiro-ministro. É-me completamente indiferente se ele for secretário-geral do PS ou outra coisa qualquer, porque ele também fez a festa sozinho e nunca foi carregado pela Maçonaria ou Opus Dei ou outra coisa qualquer. Há muito pouca gente que tenha feito a festa sozinho e que não tenha sido carregada às costas», explicou.