Cerca de 160 candidatos às primárias da plataforma Livre/Tempo de Avançar, para constituir listas de concorrentes às legislativas, simularam esta quarta-feira a entrada no parlamento, na escadaria da Assembleia da República.

De papoila - símbolo do partido - ao peito, 160 do total de 385 candidatos validados posaram para a "fotografia de família". O dirigente do movimento, Daniel Oliveira, foi orientando a moldura: "ninguém da hierarquia na primeira fila, tem de ser uma misturada!". 

Uma moldura que contou com os candidatos mais mediáticos: Rui Tavares, Ana Drago, Ricardo Sá Fernandes, São José Lapa ou José Manuel Tengarrinha, um dos fundadores do Movimento Democrático Português/Comissão Democrática Eleitoral (MDP/CDE), e António Gonzalez, antigo membro do PCP, de "Os Verdes" e agora da Renovação Comunista.

"Nestas eleições primárias, em que as pessoas vão poder ordenar as listas, as pessoas não concorrem umas contra as outras, concorrem para ajudar a construir o movimento. Isto é uma equipa, que concorre como equipa, e esperemos que, hoje uma parte deles está na escadaria, uma parte esteja lá dentro, eleita pelos portugueses", disse Daniel Oliveira.




Daniel Oliveria sublinhou a importância da "diversidade profissional, regional, etária e a paridade de género". O objetivo é reunir forças que possam construir uma maioria contra a austeridade e, neste ponto, o dirigente do movimento direciona o convite não só ao PS, mas também ao PCP e ao BE.

"Determinar o futuro do país é determinar com maiorias políticas. Maiorias políticas dependem de várias forças políticas. Não concentramos nem nunca concentrámos a questão no PS. Os portugueses vão, esperamos, construir uma maioria contra a austeridade. As forças que vão corresponder-lhe têm o dever, perante os portugueses, de construir uma solução - isso inclui-nos a nós, ao PS, o PCP, o BE, a todas as forças que queiram responder positivamente a esta vontade dos portugueses."


As primárias para a definição das listas de candidatos a deputados do Livre/Tempo de Avançar vão decorrer entre 21 e 22 de junho e o limite de inscrição para ter "voto na matéria" termina no domingo (14 de junho).

Depois de uma estreia nas europeias do ano passado com mais de 70 mil votos, Rui Tavares afirmou, sobre a fasquia em termos de resultados eleitorais, que o objetivo é coloca-la "mais alto".

"Queremos coloca-la mais alto. Queremos ter um grupo parlamentar e que ele seja o mais determinante possível na política nacional."




Tavares prevê que "este movimento vá mobilizar muita gente durante a campanha eleitoral e durante toda a legislatura".

"No dia das eleições, esta candidatura cidadã transforma-se em legislatura cidadã, para ver todas as propostas, iniciativas legislativas, reformas setoriais, questões cruciais para a governação serão debatidas por este movimento, que irá durar toda a legislatura."