O candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa defendeu este sábado que os candidatos a Belém devem apresentar-se “com tempo”, sem se deixarem “condicionar” pelos apoios partidários e resultados que possam surgir nas eleições legislativas.

“Eu julgo que o que é importante é que quem quer ser Presidente da República se apresente com tempo, com convicção, com independência, com frontalidade aos portugueses, sem se deixar condicionar por nada, nem por apoios de partidos, nem por resultados de legislativas”, disse o candidato, em declarações à agência Lusa.

 

“É preciso que os portugueses tenham esse gesto de coragem da parte de quem quer ser Presidente da República, e que saibam que podem ter no Palácio de Belém alguém que zela pelos seus interesses, com independência, com isenção”, acrescentou.


Sampaio da Nóvoa, que falava em Campo Maior à margem de uma visita às Festas do Povo, reagia desta forma à notícia publicada no “Expresso” de que Marcelo Rebelo de Sousa prepara-se para anunciar a sua candidatura presidencial durante o mês de novembro.

No entanto, o candidato fez ainda questão de sublinhar que esta notícia não o surpreende, passando-se o mesmo com o anúncio feito por Pedro Santana Lopes de que não será candidato a Belém.

“Não me surpreendeu nem deixou de surpreender, são decisões pessoais, são decisões pessoais duras, difíceis, que cada um tem que ponderar”, disse.

“Eu julgo que, mais uma vez, o que é importante é que isso seja feito com tempo e que não seja feito em cima da hora”, acrescentou.


Para Sampaio da Nóvoa, os portugueses merecem “transparência”, “frontalidade” e “coragem” por parte de todos os candidatos a Belém.

Sobre a sua visita às Festas do Povo de Campo Maior, que decorrem até domingo, o candidato presidencial enalteceu a forma como a população trabalha as flores de papel e como se envolve na organização daquela festa.

“Portugal precisa de participação, precisa de gente que participe na vida local, que participe na vida nacional, que participe na vida política. Não podemos deixar a política, nem deixar o nosso destino nas mãos dos outros”, disse.

“Estas festas, com esta criatividade, com esta participação, são uma bela metáfora para aquilo que devia ser a política em Portugal”, acrescentou.