O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que os portugueses na Venezuela têm sido exemplares na sua conduta cívica, mesmo quando o ambiente os podia afastar dessa serenidade.

Os portugueses na Venezuela tem sido exemplares na sua conduta cívica, na sua vida serena, mesmo quando o ambiente os podia afastar dessa serenidade", declarou.

O chefe de Estado falava em Idanha-a-Nova, no Monte Trigo, durante uma visita que fez ao 23.º acampamento nacional de escuteiros (ACANAC), onde foi recebido em euforia pelos milhares de jovens que ali estão.

Marcelo Rebelo de Sousa explicou aos jornalistas que o Governo definiu uma posição em relação á Venezuela que é também a posição da União Europeia (UE), "que está muito preocupada, nomeadamente, com os acontecimentos de domingo, apresentando os pêsames aos familiares das vítimas".

Recordou que o Governo emitiu um comunicado, onde demonstra a sua preocupação e que conclui, "dizendo que o passo dado ontem acabou por não facilitar o caminho que tem de ser de concórdia, um caminho de acordo, de entendimento e com um calendário eleitoral claro".

O Presidente deixou uma mensagem que tem sido também a do governo português, "que é de acompanhamento, solidariedade, apoio e compreensão" .

Questionado sobre a reunião que vai ter na terça-feira com os familiares das vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande, Marcelo Rebelo de Sousa disse que vai "ouvir atentamente".

"Sei que já tiveram uma reunião com membros do Governo. Vou ouvir atentamente aquilo de que são portadores e depois terei oportunidade de articular com o Governo", concluiu.

Marcelo diz que sai do acampamento nacional de escuteiros de "alma cheia"

O Presidente da República disse ainda que sai do acampamento nacional de escuteiros de "alma cheia" e que os jovens presentes "têm todos os motivos para abraçar o futuro".

"Saio de alma cheia, claro, não é por acaso que o lema [do acampamento] é abraçar o futuro", afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa disse aos jornalistas que os jovens ali presentes "têm todos os motivos do mundo para abraçar o futuro".

"Este é um acampamento de esperança, o maior acampamento jamais realizado em Portugal, traduzindo a força do movimento do escutismo católico português, que nasceu em 1923, que resistiu à ditadura, que tem um dinamismo forte (...)", frisou.

Marcelo Releo de Sousa disse ainda que a sua presença serviu também para agradecer, como Presidente da República, a "esperança, a solidariedade e o sentido coletivo" expresso neste ACANAC, que não era visitado por um chefe de Estado há mais de 40 anos.