O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, recusou «fazer apreciações» sobre o caso Tecnoforma, sublinhando que não se segue «pela agenda mediática e pela agenda dos partidos» e que «não gosta de especular».

O chefe de Estado explicou que não acompanhou o debate quinzenal do Parlamento, mas que a informação que lhe tinha sido dada foi a de que Passos Coelho deu todos os esclarecimentos sobre o caso.

«A informação que me foi dada foi a de que o primeiro-ministro deu todos os esclarecimentos à Assembleia da República», afirmou, para depois acrescentar que o primeiro-ministro «escolheu o local certo» para responder a todas as dúvidas.

Cavaco Silva, que falou aos jornalistas durante a visita a uma fábrica da Figueira da Foz, referiu-se à forma como o caso tem sido tratado nos órgãos de comunicação social.

«Penso que não há outro país no mundo que tenha tantos comentadores como Portugal. Há limites para a especulação.»

O Presidente da República também comentou a venda do Novo Banco, afirmando que a solução encontrada foi «a que melhor servia os interesses do país».

«As entidades competentes estão a acompanhar rigorosamente toda a situação. Devemos confiar que o Banco de Portugal atuou de forma a servir o interesse nacional», com a melhor solução para não haver  «ónus para o contribuinte».

Já quanto ao estado do sistema judicial, com as falhas que ainda se verificam no programa informático Citius, Cavaco Silva espera « que a confusão que se tem verificado» seja «ultrapassada». «Ainda ontem li um comunicado do Conselho Superior da Magistratura que referia o contributo que os juízes estão a dar para as dificuldades serem ultrapassadas. É esse que deve ser o espírito de todos aqueles que trabalham diretamente nos tribuinais e de todos os operadores judiciais», rematou.