Angola não foi convidada para a cerimónia de tomada de posse do Presidente português Marcelo de Sousa, mas a decisão “não belisca” a situação entre os dois países, disse esta sexta-feira em Luanda o chefe da diplomacia angolana.

Em declarações à agência Lusa, o ministro das Relações Exteriores angolano, Georges Chikoti, disse que foi uma decisão tomada por Portugal mas que Angola compreende a decisão do novo Presidente.

"Os países vão a estes eventos na base de convites. Angola não foi convidada, logo não podia [fazer-se representar]. Acho que os países hoje todos atravessam crises, Portugal anunciou que convidaria três países e acho que convidou Moçambique, Espanha e União Europeia”, disse o governante angolano, que minimizou o caso.

 

“Nós não estamos beliscados por isso. Portugal tem direito de tomar as decisões que lhe convier e acho que não temos problemas com isso”, frisou.

Nas cerimónias, como convidados internacionais, estiveram presentes o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o rei de Espanha, Filipe VI.