O Presidente da República de Moçambique e o primeiro-ministro de Portugal anunciaram esta quinta-feira que debateram formas de facilitar a circulação de cidadãos entre os dois países durante um encontro em São Bento.

Segundo o comunicado de imprensa distribuído após o encontro entre as delegações dos dois países, o Presidente Filipe Nyusi e o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho "debateram formas de facilitar a circulação de cidadãos entre os dois países, em benefício das respetivas economias e instituições culturais e de ensino", cita a Lusa.

A ideia é facilitar a circulação de estudantes e empresários e homens de negócios, aumentando as trocas comerciais e fomentando o intercâmbio ao nível do Ensino, mas o modelo não está ainda definido, desde logo porque como Portugal faz parte do espaço Schengen, existem regras gerais que não podem ser ultrapassadas por acordos bilaterais.

A livre circulação de pessoas dentro do espaço da Comunidade de Países de Língua Portuguesa tem sido um dos grandes temas de batalha da Confederação Empresarial da CPLP, mas tem sempre esbarrado nas regras dos espaços regionais e que estes países fazem parte.

O encontro, no âmbito da visita de Estado efetuada a Portugal a convite do chefe de Estado português, Cavaco Silva, serviu também para as duas partes mostrarem "um clima de franqueza e abertura", tendo também contribuído "para o reforço e consolidação das relações de amizade e cooperação entre os dois Povos e Estados".

Na reunião desta manhã, foi também salientado que as duas partes "reiteraram a determinação em contribuir para o reforço das relações bilaterais em benefício do desenvolvimento económico e bem-estar dos respetivos países e manifestaram o desejo de realizar a III Cimeira Bilateral em 2016, em data e local a acordar oportunamente".

O comunicado nota também que "as delegações regozijaram-se com a intensificação da parceria estratégica entre Portugal e Moçambique, incrementada com a institucionalização das Cimeiras Bilaterais" e "congratularam-se ainda pelos progressos registados na concretização dos diversos instrumentos bilaterais assinados e demais compromissos assumidos, incluindo nos domínios da agricultura, saúde, educação e infraestruturas".