O candidato a Presidente da República, António Sampaio da Nóvoa, alertou este sábado, no Porto, que se Portugal deixar emigrar os médicos será o “maior desperdício” para o futuro do país.

“Se deixarmos sair o melhor de nós mesmos, não teremos futuro neste país e é muito importante que Portugal tenha consigo os seus melhores, que tenha consigo os jovens que conseguiu formar e qualificar e que não os desperdice, porque isso seria o maior desperdício para o nosso futuro”, declarou aos jornalistas o candidato a Presidente da República, à margem do Congresso Nacional de Medicina no qual discursou sobre “O valor da Educação na Saúde”.

Sampaio da Nóvoa demonstrou “uma enorme preocupação” com a saída de médicos do país considerando levará que se seja “impossível ter uma boa saúde”.

“Julgo que se nós não tivermos os melhores profissionais connosco, se nós não tivermos instituições ricas, instituições onde haja investigação, onde haja inovação, onde estejam os jovens com a sua energia e com o seu entusiasmo em melhorar as coisas e encontrar soluções, é impossível ter uma boa saúde em Portugal, como é impossível ter uma boa educação, como é impossível ter boas instituições do trabalho ou boas empresas”.

O candidato à presidência da República considerou que “ser médico, como em muitas outras profissões do humano, implica uma visão das realidades sociais, das realidades humanas, das relações afetivas, de um conjunto muito mais amplo de coisas”.

“Não se pode ser bom médico, não se pode se bom professor, como aliás não se pode ser bom arquiteto, nem engenheiro, senão tivermos uma visão mais ampla da sociedade, uma formação mais ampla e portanto não podemos fechar a nossa formação em coisas muito híper especializadas”.

O XVIII Congresso Nacional de Medicina termina hoje no Porto e o enquadramento jurídico do ato médico "como um imperativo constitucional" e a necessidade de proteger o doente e combater a corrupção foram alguns dos temas em debate do encontro.

"A escolha do tema - "Ato médico - dos médicos, pelos doentes" - prende-se com a urgência em informar a sociedade civil e alertar os decisores políticos da necessidade de enquadrar juridicamente o ato médico, como imperativo constitucional", defendeu Miguel Guimarães, presidente do Conselho Regional Norte da Ordem dos Médicos e presidente executivo do congresso, referindo que um dos principais objetivos do evento é recolocar na agenda política o "ato médico".