Rui Rio admite, afinal, avançar com uma candidatura à Presidência da República, mas coloca condições para avançar: ter o apoio inequívoco do PSD e a garantia de que não terá adversários de peso à direita, como Pedro Santana Lopes ou Marcelo Rebelo de Sousa

Fonte próxima do ex-presidente da Câmara Municipal do Porto assegurou ao «Diário de Notícias» (DN) que, apesar de qualquer candidatura a Belém partir de uma iniciativa individual, «o apoio do PSD seria indispensável». Isto porque Rui Rio não equaciona dizer «presente» sem ter a certeza de que tem reais condições para vencer.

De acordo com o jornal, o cenário não desagrada a Pedro Passos Coelho, que resolveria dois problemas. Em primeiro lugar, a questão do apoio nas presidenciais e, por outro lado, «livrar-se-ia» daquele que muitos lhe apontam como sucessor na liderança do partido.

A possibilidade é adensada pelo facto de o nome de Pedro Santana Lopes não ser consensual dentro do PSD. E também por Marcelo Rebelo de Sousa não agradar particularmente a Passos Coelho, diz o DN.

Uma das fontes ouvidas pelo jornal frisa que seria relativamente «pacífico» que Rui Rio conseguisse o apoio da Comissão Política Nacional, mas considera menos provável que Santana Lopes abdique de se candidatar.