Orlando Cruz garante que à terceira é de vez e que levará até ao fim a corrida apresentada à Presidência da República, anunciando que quando a formalizar vai ser legalizado o Partido Esperança Popular, que apoiará a candidatura.

«Apresento a minha candidatura à Presidência da República pela terceira vez e desta vai ser para levar até ao fim porque não pretendo desistir», garantiu o candidato que nas últimas autárquicas, no concelho de Matosinhos, reuniu 0,68% dos votos.

Orlando Cruz é ex-militante do CDS, tem 62 anos, e é atualmente escritor, depois de em 2013 ter concorrido pelo Partido Trabalhista Português à Câmara de Matosinhos, apesar de inicialmente ter apresentado candidatura por esta mesma força política à autarquia do Porto.

«Eu quero ser um Rui Moreira nesta candidatura», disse em conferência de imprensa num café icónico da cidade do Porto, aquele que se autointitulou de «pai dos independentes» mas que desta vez vai concorrer apoiado pelo Partido Esperança Popular, que será oficialmente formalizado no mesmo dia em que entregar as assinaturas necessárias para poder concorrer ao Palácio de Belém.

Afirmando-se como um «político hilariante e incomodativo», Orlando Cruz garante que enquanto houver injustiças sociais não se vai calar, criticando o atual Presidente da República por não ter tido a coragem de demitir o «Governo mais desumano desde o 25 de Abril».

Para o escritor, a sua candidatura a Belém «tem razão de ser» para lutar contra o «povo com fome, o desemprego e a falta de habitação», afiançando que não pretende fazer «falsas promessas» e que já foi «pobre», «rico», «trabalhador» e «emigrante», tendo feito campanhas eleitorais em vários países.

Na opinião de Orlando Cruz, «os políticos que nós temos tido em Portugal são autênticos vigaristas», antecipando «uma luta difícil» nestas presidenciais mas prevendo que se tiver o tempo de antena dos restantes candidatos, o povo vai aceitá-lo.

«Eu irei percorrer todo o país, com uma Presidências aberta», reporta a Lusa.

Interrogado sobre quando terá as assinaturas necessárias recolhidas, Orlando Cruz garantiu que será para breve uma vez que já recolheu as 7500 necessárias mas que não estavam de acordo com os requerimentos legais uma vez que não tinham indicação da profissão dos subscritores.