Marcelo Rebelo de Sousa "comprometeu-se a limar as diferenças" entre diferentes partidos e "manter a estabilidade económica", após ser eleito Presidente da República num país "carregado pela dívida", diz esta segunda-feira a agência oficial chinesa Xinhua.

"A vitória de Rebelo de Sousa, que afirma ser um moderado, sugere que os eleitores estão à procura de um equilíbrio de forças entre o Presidente e um Governo de esquerda", comenta a agência.


Ao relatar o resultado do exercício, a Xinhua indica que o novo Presidente da República português "prometeu evitar que o atual Governo anti-austeridade deteriore a situação financeira do país".

"Rebelo de Sousa sublinhou que Portugal precisa de um crescimento económico estável e que os próximos cinco anos serão cruciais para a recuperação económica", aponta.


Num despacho de 15 linhas, a agência diz ainda que o "político veterano beneficiou da popularidade conseguida enquanto comentador na televisão e editor de um jornal", para vencer na primeira volta das eleições realizadas no domingo.

E lembra que o "governo minoritário liderado pelo Partido Socialista (PS)" procura equilibrar "o fim de três anos de medidas de austeridade, que permitiram à economia voltar a recuperar gradualmente, e manter a prudência adotada após um resgate financeiro de 78.000 milhões de euros em 2011".

No dia 5 de outubro de 2015, ao noticiar o resultado das eleições legislativas em Portugal, a Xinhua comentava que "a vitória (até então do Partido Social Democrata) penalizava a má gestão económica do PS durante o seu mandato, que terminou em maio de 2011".

Marcelo Rebelo de Sousa, 67 anos, foi eleito no domingo o quinto Presidente da República portuguesa após o 25 de Abril de 1974, com 52% dos votos, correspondendo a 2,4 milhões de eleitores.

Sampaio da Nóvoa ficou em segundo lugar, com 22,89% (1.060.769 votos), Marisa Matias em terceiro, com 10,13% (469.307 votos), Maria de Belém a seguir, com 4,2% (196.582 votos) e Edgar Silva em quinto lugar, com 3,95% (182.905 votos).