O candidato presidencial Sampaio da Nóvoa defendeu esta sexta-feira que o Presidente da República deve ser o “garante de decisões transparentes” em casos como o do Banif para que não se proteja “sempre os mesmos”.

Em Guimarães, para a inauguração da sede de campanha no distrito, o ex-reitor da Universidade de Lisboa salientou que quem substituir Cavaco Silva deve ser um “fator de garantia” e que terá uma palavra “muitíssimo importante” a dizer no caso de futuras crises no sistema financeiro.

António Sampaio da Nóvoa deixou ainda avisos a outro candidato à Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre quem disse representar “as forças do passado” contra as quais é preciso lutar.

“Eu espero que seja possível encontrar uma solução para o Banif, os dados que tenho permitem-me confiar que isso será possível e esperando que isso traga o menos custo possível para os contribuintes portugueses e que seja uma solução que assegure a estabilidade do sistema financeiro”, afirmou.

Para Sampaio da Nóvoa, “o Presidente da República é, neste plano concreto, em Portugal e na sua presença no estrangeiro, um garante de decisões que sejam transparentes, que sejam racionais, que tenham fundamentação e que não se destinem sempre a proteger os mesmos e a prejudicar os mesmos”.

Por isso, explanou, “tem que ser um fator de garantia, de estabilidade extraordinariamente importante e nesse sentido pode ter uma palavra muitíssimo importante a dizer, nomeadamente no quadro das suas relações com os outros órgãos de soberania”.

Sobre as eleições presidenciais de 24 de janeiro, o candidato alertou que será feita uma escolha muito importante para o futuro do país: “É preciso que os portugueses acordem e que se apercebam que o que se vai escolher é um projeto de futuro para Portugal, o que queremos ser como país na próxima década e essa escolha vai ter enormes consequências na nossa vida politica”.

E, uma vez que é do futuro que se trata, Sampaio da Nóvoa apontou baterias a Marcelo Rebelo de Sousa e explicou a necessidade de haver “convergências” entre os diversos setores da sociedade.

“Há muitas sinergias de mudança em muitos setores, nas universidades, na tecnologia, e é preciso alguém que faça a convergência entre essas forças de mudança em particular contra o candidato que representa as forças do passado que é o candidato Marcelo Rebelo de Sousa”.

Ao candidato que também é professor, o ex-reitor deixou ainda um aviso.

“Quando uma equipa de futebol entra em campo a achar que o jogo já está ganho normalmente sai de campo derrotada”, apontou.