A candidata presidencial Maria de Belém Roseira disse este sábado esperar que os portugueses estejam a entrar numa “época diferente” em que “a esperança volte a sorrir”.

Num comentário à mensagem de Ano Novo do Presidente da República, Cavaco Silva, a candidata Maria de Belém considerou-a uma mensagem de balanço visto pelo lado presidencial, lembrando que há por outro lado o balanço que as restantes pessoas farão: “Foi uma mensagem de balanço que o Presidente da República entendeu fazer e agora haverá o balanço que as outras pessoas vão fazer daquilo que foi o exercício destes dois mandatos”.

Em declarações aos jornalistas, no final de uma visita ao comando operacional da GNR em Lisboa, Maria de Belém lembrou que o país atravessou “um período de uma grave crise social económica, que provocou fraturas tremendas na sociedade”, destacando o desemprego, o aumento da pobreza e da “privação severa”.

“Aquilo que quero e que desejo é que estejamos numa época diferente, em que a esperança volte a sorrir aos portugueses”, sublinhou.


Na sua última mensagem de Ano Novo, Cavaco Silva afirmou que se vive um tempo de incerteza e que há um modelo político, económico e social a defender, que é aquele que vigorou nas últimas décadas.

Quanto ao futuro Orçamento do Estado (OE), através do qual o primeiro-ministro diz que “é possível reverter o empobrecimento” e cumprir a Constituição, a candidata presidencial comentou que o mais natural é que seja promulgado pelo futuro chefe de Estado, ao merecer a aprovação da Assembleia da República.

“Cabe à Assembleia da República apreciar e votar o orçamento. O Presidente da República tem evidentemente que o analisar e, de acordo com o que é o seu contexto e as medidas que o integram, tem que aferir da sua constitucionalidade. O mais natural é, dentro das linhas que foram indicadas e que venham a merecer a aprovação da Assembleia da República, que o orçamento seja promulgado pela Presidente da República, neste caso eu própria se for eleita”, disse.

Num artigo que assina no Diário de Notícias, com o título “Ano novo, tempo novo”, o primeiro-ministro, António Costa, afirma que o OE2016 será apresentado nas “próximas semanas”.

O chefe do Governo considera que o ano que agora começa será marcado pela “urgência de relançar a economia portuguesa e de recuperar as fraturas sociais da austeridade, de combate à precariedade”.

No final da visita deste sábado ao comando operacional da GNR em Lisboa, a candidata presidencial Maria de Belém quis deixar a sua “homenagem a uma instituição com séculos de história, uma instituição especial uma vez que é uma força militar de segurança”.