Maria de Belém assumiu a derrota nestas presidenciais, depois de as primeiras projeções atribuírem à candidata o quarto lugar, atrás de Marisa Matias. Na sua sede de campanha, em Lisboa, a ex-presidente do PS não perdeu a oportunidade de sublinhar que a campanha foi "difícil", "sem demagogias e populismos" - numa clara alusão à polémica sobre as subvenções vitalícias dos políticos. 

"Assumindo a derrota eleitoral, procurei dar o contributo para o debate político e o aprofundamento da Democracia. Saúdo os que me ajudaram nesta difícil campanha eleitoral onde estivemos sem demagogias e sem populismos."


A ex-ministra começou a sua intervenção saudando Marcelo Rebelo de Sousa, o vencedor deste sufrágio, e os portugueses "pela sua participação no ato eleitoral". Acrescentou ainda que a "forte abstenção" deve ser motivo para reflexão.

"As eleições presidenciais revelam um forte abstenção que nos leva a todos a refletir pela necessidade de a combatermos."


Segundo a projeção da Intercampus para a TVI, Maria de Belém derrapa para o quarto lugar, com uma grande descida em relação às sondagens - a projeção indica 2,9% e 5,9% do total de votos. A ex-ministra aparece atrás de Marisa Matias -  8,8% e 12,4% dos votos.

Um resultado pior que o das sondagens divulgadas durante a campanha, que davam o terceiro lugar a Belém, atrás de Sampaio da Nóvoa.

Antes da candidata discursar, foi Vera Jardim a tomar a palavra e a reagir aos primeiros resultados, falando numa "vaga de populismo demagógico, cavalgada e incentivada pelos outros candidatos" - outra vez a polémica das subvenções. O socialista apontou ainda outra causa para a queda de Belém: a posição dos "principais agentes políticos do PS e membros do Governo", que terá sido "interpretada como a posição oficiosa do PS" - referindo-se aos apoiantes de Sampaio da Nóvoa.

A projeção da Intercampus para a TVI, Público e TSF dá Marcelo Rebelo de Sousa como vencedor, com 50,9% a 55,7% dos votos. Sampaio da Nóvoa surge como o segundo candidato mais votado, recolhendo entre 19,3% e 23,3% das preferências dos eleitores.